Desde a antiguidade a discussão sobre ética, política e existência orbitam a cabeça dos homens e indicava que os melhores dentre os melhores, ou seja, aqueles que ouvidos pela grande população, não passavam de grandes pierrots sociais, que fazem fama pela análise do problema e não pela propositura das soluções.
Tenho medo, e não respeito, intelectuais; odeio atitudes professoriais, odeio professores de ofício (para os poetas ser isso, é tragável), odeio tudo aquilo que vive da miséria humana.
Ainda outro dia ouvi de um amigo que, um amigo seu lhe disse para valorizar seu trabalho, cobrar muitos zahirs (algum intelectual idiota vai saber o que é) dos clientes. Não entendo a razão dessa postura baronesca, senão pela conclusão rasa que a postura do Barão só quem tem é o Barão, ou quem quer ser Barão, e portanto não é Barão e mesmo que venha a ser, a idéia, quando lançada, não era de um Barão.
A bloggeira me pediu para escrever umas linhas, duas ou três: ei-las.
Nutro horror pela escrita, pela fixa idéia que tenho de quão essencial ela é. Tenho medo de escrever. Só os gênios deveriam fazê-lo.
Algum dia, alguém disse, se mudo não era: "O homem revela-se ao escrever".
Acabo por aqui, antes que descubram o quão pouco sou para ser autor de tanto ódio.
Antes de mais nada
Uma palavra serve para encantar
Se não há palavra
Não há encanto
E o amor não pode
Se revelar
Depois de alguma coisa
Palavras soltas podem aparecer
Mas será preciso uma paixão
Um átimo em vão
Para que possam se perceber
Juntas.
Aí é sempre questão de sorte
Para a palavra virar um poema
Um conto, um encanto
Um rombo em algum coração
Pode virar bula, acompanhar moças nuas
Escalar uma seleção.
Onde fica o ouvido
Ao lado da cabeça
Ou ao lado do coração
A moça que vende brincos já sabe
Os poetas, buscam na segunda opção.
Darling, discordo que só os gênios devam escrever. Além disso, como vai se descobrir genial, senão fazendo? hã?
ResponderExcluirEspero que vc continue encontrando tempo para escrever umas coisinhas por aqui. Tô adorando.